Não se chegou a estabelecer uma classificação internacional de formas de húmus que seja aplicada em diferentes territórios, o que dificulta o intercâmbio científico de dados e a interoperabilidade das informações na análise do ecossistema.
Diversos sistemas de classificação foram desenvolvidos com diferentes abordagens metodológicas de acordo com o escopo geográfico: classificação bioquímica de formas de húmus; Classificação européia das formas de húmus; Classificação norte-americana de formas de húmus, entre outras. Eles diferem em parâmetros importantes para usar na descrição e classificação de formas de húmus.
Classicamente categorias amplas de formas de húmus foram estabelecidas: três de meios aerados ou terrestres (mull, moder e mor); quatro hidromórficos ou semi-terrestres (hidromull, hidromoder, hidromor e anmoor; una de meio permanentemente saturado com água (turfa); e tres formas subaquáticas (sapropel, gyttja e dy).
Nareunião de especialistas realizada em Trento, Itália, em 2003, foi acordado estabelecer uma classificação européia das formas de húmus, baseada no funcionamento biológico e estudo morfológico detalhado, e que atribui um valor ecológico a cada forma principal de húmus. Define seis referências principais: anmoor, mull, moder, mor, anfímus e tangel, cada uma dividida em categorias mais detalhadas, sem estabelecer uma estrutura hierárquica de classificação.
O Sistema Canadense difere do sistema europeu pela importância que atribui ao funcionamento dos horizontes O e H e ao papel subsidiário do horizonte A, o que significa que não há coincidência entre os dois sistemas. Deve-se ter em mente que o sistema europeu é desenvolvido para uma área geográfica temperada e montanhosa, enquanto o canadense é desenvolvido para uma área mais montanhosa e boreal.
Dadas essas discrepâncias e o fato de que, ao cultivar o solo o húmus é fortemente alterado, alguns sistemas de classificação do solo (Soil Taxonomy e WRB) dispensam essa característica dos solos.