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Os principais processos abióticos (hidrólise, fotodegradação, processos de redox) e bióticos que determinam a persistência, transformação ou degradação dos antibióticos incorporados no solo são: sorção-dessorção; afinidade com componentes orgânicos e não orgânicos do solo; absorção por plantas; transporte por água de escoamento superficial; percolação e transferência para outro compartimento ambiental.

A taxa de degradação depende de: 1) a estrutura molecular e as propriedades fisicoquímicas dos antibióticos (com intervalo de meia-vida, DT50, de menos de um dia a quase dez anos); 2) o tipo de solo; 3) temperatura; e 4) umidade.

Os antibióticos são divididos de acordo com o valor do coeficiente de sorção: 1) com Koc maior que 4.000 L kg-1, são imóveis e muito persistentes, com um DT50 maior que 60 dias; 2) com Koc menos de 15 L kg-1, são muito móveis e facilmente degradáveis, baixa persistência, DT50 menos de 5 dias.

Atualmente nenhuma regulamentação da UE prevê a avaliação de risco dos solos contaminados pela presença de medicamentos. Em março de 2019, a Comissão Europeia apresentou a abordagem Strategic Approach to Pharmaceuticals in the Environment que inclui ações de combate a esses efeitos, abrangendo todo o ciclo de vida dos produtos farmacêuticos, desde o design e produção até o seu uso e descarte. A forma como a avaliação de risco ambiental para produtos veterinários será abordada será por meio do novo regulamento veterinário (Regulamento (UE) 2019/6, que entrou em vigor em 28 de janeiro de 2022.