Conjunto de minerais da subclasse dos filossilicatos. Os minerais de argila têm uma grande influência no comportamento do solo devido ao pequeno tamanho das suas partículas (alguns micrómetros, no máximo), à sua elevada superfície específica e à sua carga eléctrica superficial. Identificam-se principalmente por difracção de raios X e podem observar-se com microscópio electrónico de transmissão. A sua estrutura é foliada, com duas ou mais folhas a constituírem uma camada. As camadas podem ser constituídas por uma folha tetraédrica (T) unida a uma folha octaédrica (O), formando uma estrutura T-O; por duas folhas tetraédricas intercaladas por uma folha octaédrica, numa estrutura T-O-T; ou por camadas T-O-T ligadas por uma outra folha octaédrica, numa estrutura T-O-T-O. Tais combinações correspondem a diferentes minerais de argila. Uma folha tetraédrica unida a uma octaédrica caracteriza os minerais 1:1 ou T-O (grupo da caulinite ou da serpentina); a união de uma folha tetraédrica a cada um dos lados de uma folha octaédrica ocorre nos minerais 2:1 ou T-O-T (talco, pirofilite, micas, vermiculites e esmectites), ao passo que que a existência de uma folha octaédrica com carga eléctrica entre duas camadas é típica de argilas 2:1:1 ou T-O-T-O (clorites). Os minerais de argila interestratificados são constituídos por camadas mistas dos tipos anteriores. Também se incluem nos minerais de argila os que têm uma estrutura fibrosa (paligorsquite e sepiolite). As propriedades dos minerais de argila dependem em grande medida das respectivas estruturas, carga e superfície específica, sendo disso exemplo o espaçamento basal, a expansibilidade, a absorção de água, a capacidade de troca catiónica e os efeitos térmicos.