A classificação dos microrganismos do solo com base nas diferenças nutricionais se aplica às bactérias, e foi Serguei Winogradsky (1924) quem introduziu os conceitos de população autóctone e população zimogênica.
Esses conceitos servem para caracterizar a população do solo composta por um componente autóctone (população microbiana autóctone), que apresenta um nível de atividade metabólica baixo, mas bastante constante e, ao mesmo tempo, reconhecer a existência de uma população que responde a picos de atividade (população microbiana zimogênica), conforme a adição de nutrientes ou materiais energéticos ao solo.
A população zimogênica de bactérias decompõe os substratos orgânicos mais lábeis presentes no solo e, portanto, apresenta um crescimento rápido quando ocorre um aporte de materiais energéticos, como restos vegetais ou animais. Sob essas condições, os microrganismos são capazes de se multiplicar rapidamente, enquanto revertem para estruturas de esporos resistentes uma vez que o substrato tenha sido esgotado. É composto principalmente por bacilos formadores de esporos.
A população zimogênica está melhor adaptada a uma localização espacial nos poros maiores e agregados do solo, que permitem fácil acesso aos aportes de nutrientes, embora a proteção contra predadores e outros microrganismos seja baixa.