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Em Ciência do Solo, é um constituinte do solo mais solúvel do que o gesso. A presença de sais solúveis em excesso torna um solo salino e produz efeitos negativos para o ciclo vital das plantas não tolerantes. Em Ciência do Solo excluem-se do conceito de solos salinos tanto o carbonato de cálcio (CaCO3), que caracteriza os solos calcários, como o gesso (CaSO4 · 2 H2O), constituinte dos solos gipsíferos. Não é correcto considerar estas duas últimas classes de solos como solos salinos, porque tanto os efeitos sobre a fisiologia das plantas, como o comportamento do solo e as respectivas técnicas de gestão são completamente diferentes. Não obstante, a coexistência num solo de carbonato de cálcio ou de gesso e de sais mais solúveis do que o gesso levou alguns autores a incluir erradamente o gesso como constituinte dos solos salinos. Os catiões presentes na fase líquida dos solos salinos (SolonchaksWRB) são Na+, Mg2+, Ca2+ (SolonchaksWRB) e os aniões cloreto, Cl, sulfato, SO42−, hidrogenocarbonato, HCO3, que dão lugar a um grande número de espécies químicas (sais). Por outro lado, em solos sódicos (SolonetzsWRB) com valores de pH muito elevados (10-12) pode haver carbonato de sódio (Na2CO3).