Teoria segundo a qual a síntese de substâncias húmicas é produzida à partir de polifenóis, que são transformados enzimàticamente, por meio de polifenol oxidases, em quinonas, que se polimerizam na presença ou ausência de compostos amino para formar macromoléculas do tipo húmico.
Existem dois mecanismos para a formação desses polifenóis: 1) à partir da lignina, que sofre cisão oxidativa por meio de ataque microbiano com a formação de unidades estruturais primárias (derivadas do fenilpropano) e a posterior desmetilação produz polifenóis (via de Flaig); 2) à partir de fontes de carbono distintas da lignina (por exemplo, celulose), que são usadas por microrganismos (fungos e bactérias) para sintetizar polifenóis, e que serão então oxidadas enzimaticamente em quinonas e finalmente convertidas em substâncias húmicas (via de Kononova).
Segundo essa teoria, as quinonas derivadas da conversão enzimática, juntamente com aquelas sintetizadas por microrganismos, são os principais blocos de construção das substâncias húmicas.
Quinonas procedentes da lignina (e outras fontes) reagem com compostos contendo nitrogênio para formar polímeros de cor escura.