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Processo físico-químico que origina um aumento da acidez do solo. Pode tratar-se de um processo natural ou de degradação do solo devido a ações antrópicas, tais como deposições ácidas (sólidas e chuvas ácidas) em zonas industriais, ou excesso de fertilização com compostos que tenham amónio (NH4+), especialmente em solos arenosos. Ocorre naturalmente em solos bem drenados de zonas em que ocorre lixiviação. É favorecida, além disso, pela presença de matéria orgânica, pela libertação de dióxido de carbono (CO2) pela respiração das raízes e dos organismos do solo, pelo empobrecimento em bases de troca que são exportadas pelas culturas, e pela incorporação de fertilizantes de reação ácida, como os amoniacais e a ureia (após oxidação microbiana), entre outros. Normalmente, envolve uma perda progressiva de bases de troca do complexo de adsorção, que são substituídas por iões alumínio e hidrogénio, com a consequente diminuição do pH. Abaixo de pH 5,5, o alumínio pode ser encontrado em formas biodisponíveis e, consequentemente, ser tóxico para plantas não tolerantes. Pressupõe uma diminuição da capacidade de neutralização da acidez do solo e um aumento da capacidade de neutralização da alcalinidade do solo.