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Uma abordagem de remediação constituída por procedimentos biológicos, químicos e físicos que contribuem para a diminuição da concentração, mobilidade e/ou toxicidade de um poluente. Utiliza a população de microrganismos encontrados no ambiente contaminado (por exemplo, solo, aquífero) para degradar ou transformar contaminantes encontrados na fase líquida, sem recorrer a qualquer tipo de bioestimulação (oxigênio ou nutrientes) ou bioaumento (adição de microrganismos). Seu custo é muito baixo, mas requer muito tempo.

A atenuação natural depende: da população de microrganismos no meio ambiente, das propriedades e concentrações de contaminantes e das características geoquímicas e hidrogeológicas do meio ambiente. Os mecanismos que influenciam o transporte e a biodegradação de poluentes orgânicos são: destrutíveis, que transformam poluentes (fotólise, hidrólise, redução química, entre outros); e não-destrutivos, que diminuem a concentração de poluentes (advecção, dispersão, hidrodinâmica, adsorção e volatilização).

Para verificar a eficácia da atenuação natural e da biodegradação em testes piloto, pode-se utilizar: equilíbrio de massa, análise de parâmetros geoquímicos, estudo laboratorial com auxílio de microcosmos e verificação da presença de subprodutos biodegradados, além de avaliar os riscos e levar em conta a relação custo/eficácia.

É também chamada de medida corretiva intrínseca, bioatenuação e biocorreção intrínseca. Trata-se de uma abordagem alternativa aos tratamentos intervencionistas.