Conjunto de técnicas de remediação ambiental em que o crescimento de organismos (ou enzimas derivadas deles) naturalmente presente no ambiente ou intencionalmente inoculado (mesmo geneticamente melhorado) é estimulado a degradar poluentes, imobilizá-los no solo, ou extraí-los (absorvê-los e acumulá-los) e, assim, desintoxicar o solo. Muitas vezes é necessário adicionar nutrientes, vitaminas, minerais e tampões de pH para otimizar as condições de crescimento dos microrganismos.
Segundo o organismo envolvido na neutralização de substâncias tóxicas, o processo é chamado: 1) biorremediação microbiana (bioestimulação e bioaumentação); 2) fitorremediação; 3) micorremediação; 4) biorremediação animal.
As técnicas de biorremediação podem ser eficientes na remoção de uma grande variedade de contaminantes e pouco agressivas com o solo. No entanto, sua ação geralmente é lenta e pode haver dificuldades na aplicação, dependendo do tipo de solo, do poluente e das condições climáticas, que determinam a viabilidade dos organismos que podem ser utilizados.