...

Ciclo biogeoquímico no qual o elemento reciclado é o ferro.

É um elemento muito abundante na crosta terrestre; no entanto, sua biodisponibilidade no solo é baixa porque há fatores como o valor de pH, o potencial de redox e o tipo de mineral ao qual está associado, que afetam sua solubilidade ou bloqueiam sua absorção, como o ânion de carbonato de hidrogênio (bicarbonato) que causa clorose férrica.

O ferro existe em uma gama de estados de oxidação de -2 a +7, no entanto, na Terra é predominantemente em seu estado redox +2 ou +3, em rochas ígneas, metamórficas, sedimentares e em solos.

Processos de intemperização biogeoquímicos liberam o ferro contido nos minerais das rochas, que podem: 1) unir-se a diferentes ligantes orgânicos, com a formação do complexo argilo-húmico; ou, 2) ser transformado em minerais secundários, como sulfetos, carbonatos, minerais de argila, mas principalmente em óxidos e oxihidróxidos.

Os processos redox podem ser completamente abióticos ou facilitados por microrganismos, especialmente bactérias oxidantes de ferro.

Tem um papel fundamental na nutrição vegetal como macronutriente, no qual as plantas preferencialmente o absorvem como Fe2+, para as quais são forçadas a reduzir a forma predominante de ferro em solos aeróbicos, Fe3+, que ocorre com a intervenção da enzima reductase, localizado na membrana plasmática das células radiculares.

A reversibilidade da reação de redução de oxidação do ferro desempenha um papel importante em seu comportamento nos solos, de modo que o ciclo biológico do ferro é tanto um ciclo redox, um ciclo de solubilização/precipitação e um ciclo de assimilação/mineralização.