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Interação biológica de longo prazo na qual um dos interventores obtém um benefício, enquanto o outro não se prejudica nem se beneficia (relação unidirecional). O comensal (a espécie que se beneficia) obtém nutrientes, abrigo, apoio ou transporte. Contrapõe-se ao mutualismo em que ambos os organismos se beneficiam; ao amensalismo em que um é prejudicado e o outro não sofre efeito; e ao parasitismo, onde um se beneficia e o outro é prejudicado.

O termo vem do latim cum mensa, ou seja, compartir a mêsa. Foi originalmente usado para descrever o uso de resíduos de alimentos por um segundo animal, como espécies de catadores que seguem animais caçadores ou predadores e aproveitam para se alimentar dos restos deixados por eles. Posteriormente, o significado do termo foi expandido para incluir outras formas de comensalismo: 1) forese, em que um organismo é usado por outro geralmente menor para mover-se; por exemplo, numerosos ácaros sobre besouros ou moscas; 2) inquilinismo, em que um organismo se aproveita de outro para hospedar-se; por exemplo, plantas epífitas que vivem em árvores; e (3) metabiose ou tanatocrese, em que um organismo cria um ambiente favorável para este último; por exemplo, excrementos, esqueletos ou cadáveres de um organismo como proteção ou alimento para outro organismo.