Processo físico-químico através do qual se obtém a separação de partículas num sistema coloidal floculado devido a agentes dispersantes específicos. O principal agente de dispersão no solo é o Na+, que pode ser fornecido por uma água de rega de má qualidade. Os seus efeitos potenciais são avaliados a partir da percentagem de sódio de troca (PST; símbolo da grandeza ESP, ‘exchangeable sodium percentage’). O valor limite para a PST é de 15 %, valor acima do qual os solos são designados por sódicos. Aumentando o Na+ na fase líquida, o Ca2+ que ocupa as posições de troca nas superfícies exteriores dos domínios de argila é substituído, daí resultando a dispersão dos mesmos que, no entanto, não perdem integridade e podem ser translocados em suspensão pela água do solo. À medida que aumenta o PST, o Na+ substitui crescentemente o Ca2+ que se situa nos espaços intercamadas dos minerais de argila que constituem os domínios e estes colapsam devido ao progressivo afastamento entre aquelas camadas, pelo que o sistema permanece disperso. Por conseguinte, a dispersão provoca a instabilidade da agregação do solo. Este é o processo que ocorre na análise granulométrica, numa suspensão solo-água a que se adiciona um agente dispersante contendo Na+, como por exemplo, o hexametafosfato de sódio, de fórmula geral (NaPO3)6.