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Enzima produzida e liberada por organismos do solo (animais, plantas, microrganismos).

Enzimas intracelulares estão associadas a microrganismos (principalmente bactérias e fungos), raízes vegetais e microfauna do solo, ou estão ligadas a células mortas e detritos celulares. Enzimas estabilizadas na matriz do solo acumulam ou formam complexos com matéria orgânica (húmus), minerais de argila e complexos de húmus-argila, mas não estão mais associadas a células viáveis. Acredita-se que entre 40 e 60 % da atividade enzimática do solo vem de enzimas estabilizadas, de modo que a atividade enzimática do solo é o efeito cumulativo da atividade microbiana de longo prazo e da atividade populacional viável em um determinado momento.

Enzimas do solo aumentam a taxa de reação em que os resíduos vegetais se quebram e liberam nutrientes disponíveis para as plantas. Algumas enzimas só facilitam a decomposição da matéria orgânica (por exemplo, hidrolase, glucosidase), enquanto outras enzimas estão envolvidas na mineralização de nutrientes (por exemplo, amidase, urease, fosfatase, sulfatase).

Estão diretamente relacionadas com os ciclos de carbono (B-glucosidase, entre outras), do nitrogênio (urease, nitrogenase, entre outras), do fósforo (fosfatase, entre outras) do e enxofre (sulfatase, entre outras).

Há dois tipos principais de enzimas no solo: 1) constitutivas, que estão sempre presentes em quantidades quase constantes em uma célula (não afetada pela adição de qualquer substrato específico), como a pirofosfatase; 2) induzíveis, presentes apenas em traços ou quantidades minúsculas, mas que aumentam rapidamente de concentração quando seu substrato está presente, como a amidase.