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Processo pedogenético complexo de destruição de minerais de argila, com libertação e acumulação de sílica e aluminização de minerais da argila em horizontes subsuperficiais, em resultado da alternância de condições de oxidação e redução do ferro em meio ácido, em solos hidromórficos inundados sazonalmente pela chuva. Na época húmida, o Fe3+ passa a Fe2+, que pode ser translocado (desferrificação), com o consequente aparecimento de zonas descoradas, frequentemente em forma de línguas. Na época seca, com o abaixamento do nível da toalha freática, o Fe2+ restante passa a Fe3+ que, ao hidrolisar-se, se transforma em Fe(OH)3 e gera H+ que acidifica o meio e substitui catiões dos locais de troca. As argilas-H resultantes são instáveis e a sua rede cristalina é destruida, libertando-se Al3+ e sílica. A continuada alternância de condições redutoras e oxidantes leva a que a degradação do solo prossiga, pelo que a estrutura fica muito instável e a acidificação acentua-se, ao mesmo tempo que a capacidade de troca catiónica (CTC) e a saturação em bases de troca da fração argila diminuem progressivamente.