Técnica de bioremediação que consiste em usar plantas verdes (e os microrganismos associados à rizosfera) para absorver, acumular, metabolizar, volatilizar ou estabilizar contaminantes orgânicos e inorgânicos do solo, efluentes e águas subterrâneas, para formas menos tóxicas.
Inclui várias técnicas: fitoestabilização, fitoextração (fitoacumulação), fitovolatilização, fitodegradação (fitotransformação), fitoestimulação (fitoimobilização), rizofiltração, contenção hidráulica biológica e fitodessalinização, entre outras.
Vantagens: 1) é uma tecnologia in situ, nem invasiva, nem destrutiva, que preserva a camada superior do solo e o solo protegido por uma cobertura vegetal; 2) é menos cara que outros processos tradicionalmente utilizados, 3) possibilita a recuperação e reutilização de metais valiosos (por empresas especializadas em fitomineração).
Limitações: 1) demorada; 2) depende da eficiência das plantas no processo; 3) limita-se à superfície e profundidade ocupadas pelas raízes.
Seu uso eficiente requer: 1) compreender os mecanismos fisiológicos das plantas para absorção, translocação, armazenamento e desintoxicação e as interações entre plantas e microrganismos; 2) conhecer as propriedades físico-químicas do solo; 3) avaliar o processamento do material vegetal que reteve os contaminantes; 4) estudar o investimento e o tempo necessários para alcançar os objetivos.
A biotecnologia abriu grandes possibilidades para a obtenção de plantas altamente eficientes na fitorremediação.