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Processo de diminuição progressiva da quantidade de fósforo disponível para as plantas. A fixação ocorre através de diversos mecanismos, como, por exemplo, por precipitação de aniões fosfato com catiões do solo (principalmente Ca2+, em meios calcários, e Al3+, em meios ácidos), ou por sorção nos constituintes do solo, por substituição de grupos funcionais -OH estruturais dos filossilicatos 1:1, da gibsite e/ou de oxi-hidróxidos de ferro, aluminio e manganês, ou ainda por co-adsorção com catiões de troca (sobretudo Ca2+, Al3+, Fe3+ e Mn2+) que actuam como ponte entre as superficies com carga elétrica e o anião fosfato. A fixação é gradual e depende da energia de adsorção e/ou da solubilidade dos sais de fósforo precipitados. No solo, em condições abióticas, a fixação aumenta com o tempo. Alguns autores fazem a distinção entre fosfato retido, que é a fração do fosfato que se pode extrair com ácidos diluídos e que é relativamente assimilável pelas plantas, e fosfato fixado, que é a fração não extraível com ácidos diluídos.