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A MOS contribui para várias funções do solo: 1) funções físicas: escurecimento da superfície do solo (melanização), diminuindo o albedo e aumentando a temperatura do solo; união de partículas minerais com formação de agregados, o que melhora a estrutura, porosidade, aeração e permeabilidade do solo; também cria habitats para organismos do solo; 2) funções físico-químicas e químicas: processos de sorção/dessorção e troca iônica; aumenta o poder tampão do pH e a capacidade de troca catiônica do solo; favorece a formação de complexos orgânicos e organominerais, que melhoram a disponibilidade de micronutrientes e a capacidade de purificação de substâncias tóxicas; intervém em processos de oxidação-redução, entre outros; 3) funções biológicas, especialmente da MOS recente, que constitui fonte de energia e nutrientes para as funções metabólicas e crescimento dos organismos do solo; i 4) processos biogeoquímicos: movimentos de macroelementos, principalmente carbono, nitrogênio, fósforo e enxofre (ciclos da matéria); e aqueles com maior tempo de residência fazem com que os solos atuem como reservatórios para esses elementos.

Tudo isso torna a gestão melhorada da MOS essencial nos solos agrícolas para a agricultura sustentável e nos ecossistemas , e é uma ferramenta muito valiosa para mitigar as mudanças climáticas.