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Os cupins estão presentes em todos os continentes, mas as maiores abundâncias ocorrem em ecossistemas tropicais, embora também em regiões subtropicais, semi-áridas ou áridas (regiões desérticas); em ambientes florestais, savanas e estepes.

Sua importância ecológica reside no fato de que: 1) geralmente se alimentam de madeira morta e resíduos orgânicos do solo; e são capazes de digerir compostos lignocelulósicos e celulósicos com a ajuda de protozoários e bactérias que vivem em simbiose em seu trato digestivo e que auxiliam na digestão de lignina e celulose, ou por associação simbiótica com fungos basidiomicetos do gênero Termitomyces, que os cupins cultivam dentro do cupinzeiro (jardins de fungos); 2) a degradação da celulose leva à emissão de metano, CH4, porém alguns estudos mostram que, antes de sua emissão na atmosfera, metade do metano produzido pelos cupins é oxidado nos montículos. Este mecanismo de biofiltro oculto é mediado por bactérias metanotróficas que vivem nas paredes do montículo ou no solo abaixo; 3) criam túneis e galerias e, portanto, removem grande quantidade de solo (bioturbação), o que afeta a hidrologia e a mobilização de nutrientes no solo.