Polímero polifenólico que desempenha um papel fundamental na formação das paredes celulares damadeira e casca de plantas vasculares.
A composição e estrutura podem variar com o tipo de vegetação (mais abundante em lenhosas), o tipo de tecido e a idade das células. É essencialmente composto de muitos derivados metoxilados de benzeno (álcoois fenilpropanóides, também chamados de monolignol), especialmente álcoois (álcool p-cumarílico, álcool p-coniferílico e álcool sinapílico), o que torna sua estrutura muito complexa.
É um dos compostos orgânicos mais resistentes (recalcitrantes) à degradação microbiana. As ligações carbono-carbono e éter que ligam subunidades na lignina só são quebradas por um processo oxidativo, que requer uma variedade de enzimas.
As bactérias aeróbicas gram-negativas Pseudomonadaceae, Azotobacter e Neisseriaceae e os actinomicetos Nocardia e Streptomyces podem degradar a lignina, mas os organismos com maiores capacidades degradantes são fungos. A sequência de degradação inclui três estágios: (1) hidrólise enzimática (ligninólise) realizada por fungos basidiomicetos, que envolve a quebra de polímeros e a formação de álcoois; (2) oxidação de grupos álcool e de ligações C=C, com formação de grupos carboxílicos e fenólicos; (3) desmetilação.