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Mecanismos que permitem explicar a tolerância das plantas halófilas a ambientes salinos.

Eles podem ser devidos a: 1) adaptações morfológicas: diminuição do tamanho da folha, suculência em caules e folhas, diminuição no número de estomatos, glândulas excretoras de excesso de sais; 2) adaptações fisiológicas: atraso na germinação e/ou maturação, encurtamento do ciclo biológico, espessamento de cutículas, concentração de sais em tecidos de folhas, seleção de íons específicos; 3) alterações fenológicas: atraso na floração.

De acordo com o mecanismo, os seguintes tipos de halófitas são diferenciados: 1) euhalófitas, que acumulam sais nos tecidos (por exemplo, Salicornia spp); (2) crinohalófitas, que possuem glândulas excretoras de sal (por exemplo, Limonium delicatulum, Frankenia pulverulenta); 3) glicohalófitas, com absorção seletiva de sal (por exemplo, Hordeum maritimum); (4) locohalófitas, que confinam sais em estruturas especiais (por exemplo, Atriplex halimus).