Meteorização devida à actividade dos organismos vivos. Pode causar a dissolução de rochas e minerais, na qual intervém o dióxido de carbono (CO2) produzido por respiração e a formação de complexos ou quelatos entre os elementos de um mineral e ácidos orgânicos segregados pelos organismos. Os produtos da meteorização podem ser solúveis ou precipitar como complexos organo-minerais, ou como minerais de neoformação. Os organismos do solo actuam de forma directa e indirecta, tanto em condições aeróbicas como anaeróbicas. Por isso, a sua acção pode ser até mais importante do que a de simples reacções químicas, embora em muitos casos possa ser difícil saber se se devem a estas ou àqueles, sobretudo quando há processos de hidrólise. Foi necessário o recurso à microscopia electrónica para poder estudar as interfases entre os organismos vivos e os minerais. Alguns autores distinguem a meteorização biológica em sentido restrito (efeitos devidos unicamente aos organismos vivos) da meteorização bioquímica (efeitos devidos às reacções com os compostos excretados e segregados pelos organismos). De qualquer modo, devido à acção simultânea de ambos os tipos de processos, é difícil estabelecer um limite claro entre os efeitos de uma e de outra meteorização. Em sentido amplo, inclui a meteorização bioquímica.