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Conjunto de técnicas laboratoriais para estudar e modificar ácidos nuclêicos e proteínas para aplicações em áreas como saúde humana e animal, agricultura e meio ambiente. São procedimentos comuns para obtenção de organismos com novas propriedades genéticas, denominados Organismos Geneticamente Modificados (sigla OGM). Várias técnicas de engenharia genética (ADN recombinante), bem como engenharia de proteínas, são usadas para isso.

A obtenção de plantas transgênicas tem os seguintes objetivos: 1) aumentar a produtividade por meio da melhoria da capacidade produtiva, resistência a pragas e doenças, adaptação a condições ambientais adversas e mecanização agrícola; 2) aumentar a qualidade dos alimentos; 3) reduzir o uso de agroquímicos e o risco de contaminação ambiental; 4) ampliar a área geográfica de cultivo de espécies já conhecidas.

Como exemplo, vale citar o caso do milho (Zea mays), que é afetado pelas larvas da broca (Lepidoptera, Ostrinia nubilalis) que fazem túneis que enfraquecem a planta, que acaba se quebrando e caindo no chão. Por meio da tecnologia do ADN recombinante, obteve-se um milho transgênico no qual foi inserido um gene da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), que produz as toxinas protêicas da bactéria nas folhas, caule e pólen, e que são tóxicos para a broca. O milho Bt é considerado seguro para humanos, outros mamíferos, peixes, aves e meio ambiente. No entanto, o uso de OGM não é autorizado na agricultura orgânica.

Os preceitos substantivos contidos nas Diretivas da União Européia sobre organismos geneticamente modificados foram incorporados à legislação espanhola através da Lei 9/2003, de 25 de abril, que estabelece o regime jurídico de uso contido, liberação voluntária e comercialização de organismos genéticamente modificados.

A inoculação de OGMs no solo requer uma boa compreensão da ecologia do solo, pois os riscos ambientais podem ser menos controláveis do que quando os OGMs são cultivados em ambientes fechados.