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Técnica de biorremediação ambiental ex-situ, consistindo em misturar material de um solo contaminado (previamente escavado) com vários aditivos, de modo que através de um sistema de compostagem é possível reduzir as concentrações de contaminantes biodegradáveis.

Consiste em um leito de tratamento, um sistema de ventilação, um sistema de irrigação e adição de nutrientes e um sistema de coleta de lixiviação.

O tratamento pode ser feito: 1) de forma estática: o material contaminado é empilhado, ao qual um composto (ou nutrientes) é adicionado e virado manualmente para ventilá-lo; 2. forma passiva: o solo contaminado é depositado camada por camada adicionando um composto (ou nutrientes) em uma rede de tubos perfurados, colocados ao longo da pilha, até atingir uma altura de cerca de seis a oito metros; o ar é injetado através dos tubos e a solução de nutrientes é pulverizada na pilha, juntamente com o inóculo microbiano e outros corretivos que favorecem a multiplicação dos diferentes grupos de microrganismos adicionados; a biopilha é periodicamente regada para manter o teor de água entre 15 e 25 %; dessa forma, a atividade de microrganismos que degradam contaminantes é favorecida.

Os principais fatores a serem considerados são: 1) a técnica é eficaz quando os contaminantes são biodegradáveis (por exemplo, hidrocarbonetos leves, compostos não halogenados) e sua concentração não excede 50.000 mg kg-1; 2) existência de densidade populacional microbiana suficiente; 3) concentração de oxigênio, teor de umidade e temperatura de 10 a 45 °C; (4) uma granulometria com uma pequena proporção de argila ou, se não, corrigida a fim de facilitar o contato do inóculo com o substrato e facilitar a oxigenação da pilha; 5) a proporção C:N:P de 100:10:1; 6) pH con valores entre 6 e 8; 7) ausência de metais ou outros elementos tóxicos aos microrganismos.

É um procedimento de baixo custo, que requer estudos-piloto de viabilidade e requer tempos de ação muito variáveis (de meses a anos).