Processo de acumulação de sais mais solúveis do que o gesso em determinadas posições da paisagem, segundo a concepção de autores russos, como Kovda. O processo é causado pela solubilização de sais presentes em rochas sedimentares, as quais actuam como centros de redistribuição da salinidade. A água de escoamento superficial ou de origem freática transporta os sais em solução, e redistribui-os na paisagem. Nas zonas depressionárias em que se acumulam as águas superficiais ou onde há ressurgência de água freática, a evaporação da água causa a precipitação dos iões em solução e a formação de sais de diversas espécies mineralógicas. Alguns autores consideram que a salinização secundária é a que tem origem antrópica, e que pode dever-se, por exemplo, a más práticas de rega, incluindo o uso de água de má qualidade. Este é o significado mais comumente atribuído a esta expressão em Portugal.